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Os produtores
rurais descobriram que o pato e o marreco são mais que uma simples
ave de fundo de quintal. A venda de carne desses animais tem
crescido entre 5% e 10% a ano no Brasil e hoje é possível encontrar
o produto congelado nos principais hipermercados do País. Apresar de
ter um sistema de criação praticamente idêntico ao do frango
tradicional, a criação do pato e do marreco é pouco praticada no
País, exceto nos estados da região Sul, onde carne é tradicional e
já existem grande frigoríficos produzidos em escala internacional.
O principal desafio que os produtores de patos e marrecos encontram
hoje no Brasil é a insignificante taxa de consumo da carne pela
população Brasileira. Enquanto na China uma pessoa come em média
mais de que um quilo dessa carne anualmente, no País essa quantidade
não passa de 20 gramas, segundo os próprios empresários do setor. Na
França, onde o consumo dessa ave é comum, a média é de um quilo,
enquanto nos Estados Unidos é de 450 gramas. O preço médio do quilo
do pato congelado no varejo tem variados entre R$ 8,00 A R$ 10,00. O
pato e o marreco se diferem por terem porte e disposições de penas
distintos. |
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Criação de
marrecos na
Pousada das Cores |
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Criação de
marrecos na
Pousada das Cores |
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O empresário
Marcelo de Veiga de Britto, do Rio de Janeiro, entrou no mercado de
criação de patos em 1992, com a marca Selo Verde. Com uma fazenda
localizada em Sapucaia, Norte do Estado, ele confirma a
rentabilidade desse mercado. “Montamos um frigorífico e hoje
trabalhamos com 1 mil aves sendo abatidas por semana. Com ele
dobramos a nossa capacidade de produção”, diz o criador. Para
garantir a variedade de aves, o empresário investiu na criação do
pato orgânico, que não recebe hormônios ou antibióticos na
alimentação. O valor final do produto no mercado é maior, o que
garante mais lucro á empresa. Nesse caso, os animais saem dos locais
reservado e passeiam por áreas de vegetação cercadas.
Para o diretor da indústria de alimentos Villa Germania, produtora
de marrecos do Sul do País, é preciso acabar com o conceito
equivocado de que a carne de pato e marreco é dura. “O animal passa
menos de dois meses em confinamento e aí está pronto para abater.
Não pode um animal ser abatido com tão pouco tempo ter carne
dura”,diz.
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Menu Variádo
A criação de patos e marrecos de Everton Lucio de Paulo tem um
destino certos. A procura de pratos exóticos para oferecer em sua
pousada, em Vila Colonial de Cocais, distrito de Barão de
Cocais, ele encontrou nessa aves amplo menu. “Faço ele no bafo,
no vinho ou hidratado na água de coco. Agrada muito, porque é
uma carne diferente e saborosa”, diz. O dono da Pousada das
Cores produz também o foie gras. Segundo ele, o mercado desses
animais é interessante, mas é preciso estudar muito as
características das aves e manter sempre contato com outros
criadores do Brasil e exterior. Ele começou a criação há mais de
dois anos, após trazer algumas matrizes de Santa Catarina. |
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Criação de
Marrecos na
Pousada das Cores |
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