O espaço da muda deve ser em torno de 5 a 6 metros,
entre os pés. A pitangueira é uma planta bastante rústica, exige pouco cuidado,
seu crescimento pode ser domado e até formar um arbusto - hoje é comum ver pé de
pitanga produzido em vasos nos apartamentos, em especial quintais de coberturas,
onde bate sol.
O solo pode ser variado: leve, arenoso,
sílico-argiloso, ou vice-versa. Encontrada em todo o Brasil, a pitangueira é
mais saliente nas regiões de clima quentes e úmidos. No norte e nordeste é mais
difundida, tem alguma resistência à seca. Os estados com mais plantações que
tenho visto e ouvido falar é na Bahia, Ceará, Recife e Paraíba.
Exportadas, as mudas da pitanga já se fazem
presentes, devido à sua fácil adaptação, na América Central, nos Estados Unidos
e até na Bacia do Mediterrâneo. Na China Meridional, na Argélia, Tunísia, Sul da
França. |

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Não há um estudo que mostra uma variedade sobre esta
planta, o que se tem observado, e eu mesmo com uma pequena plantação noto diferenciação entre os pés: um com frutas ou sementes
maiores, a coloração também muda
muito: amarelo, vermelho e vermelho-rubro, aliás, por causa desta última
coloração é que os índios guaranis (língua Tupi) a chamaram de
"Pitanga".
Me contaram que na Califórnia/EUA, é muito comum as
mansões plantarem mudas de pitanga, fazendo-as de cerca-viva. E também para
chamarem e alimentarem os pássaros. No meu pomar os pássaros, principalmente
sabiás e sanhaços de diversas cores fazem a festa. É uma fruta que tem em
torno de 70% de semente, polpa e 30% de semente. É agridoce e doce.
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Durante o desenvolvimento da fruta a pitangueira
necessita de bastante água, caso contrário a carne de sua polpa fica minguada,
dura, azeda e esverdeada, com aspecto de fruta doente. Por ser uma árvore
esgalhada, não se faz necessária a poda, como na jabuticaba. Apenas deve ser
feita a limpeza, retirando os galhos secos e os pequenos galhos que porventura
surgem no seu caule central, próximo da terra. Feito isso, o pé se sente fortalecido e se esgalha
com liberdade.
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Quanto a colheita é prática! Colhe-se a fruta madura
sem espancá-la, já que é uma fruta sensível. Depois de colhida, deve-se
consumi-la logo, ou fazer uso tais como: vinhos, licores, pinga, geléias, rocamboles,
sorvetes, sucos, bolos, molhos, doces, etc. A safra ocorre duas vezes por ano: outubro e
dezembro/janeiro. Costumam dar uma pingada fora desses meses. Há pessoas que a chamam de "fruta generosa" além de
sua utilidade, sabor e alimentar os pássaros, é medicinal: rica em vitamina A, C
e as do complexo B, além de cálcio, ferro e fósforo.
Cada 100 gramas, contém 38
calorias. O consumo da pitanga auxilia no combate contra o reumatismo, gota,
febre, muito adstringente. Me contaram uma lenda que em certos lugares as moças
que perdiam a virgindade tomavam banho de acento, ou no vapor, e então sua
virgindade era restaurada. Verdade ou mentira? Não sei! Não estava
lá.
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Referências bibliográficas
Revistas: Revista Globo Rural, Manchete Rural, Agropecuária Estado de Minas,
Natureza Frutífera
/ / Livros: Fruticultura Brasileira - Pimentel Gomes. Emater/MG
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