Maracujá doce - esse é bom cortar ao meio e comer de colher, fazendo jus à referência indígena. Sua polpa também é usada para fazer doces, sucos e massas de bolo.  

O Maracujá, pelos dados de sua história e quase nasceu com a nossa formação cultural, encontramos referências desde 1587. Nesta época já lhe chamavam de "erva que dá fruto". Contam que foi o índio o seu padrinho, ao batizá-lo de maracujá, significando "comida que vem da cuia".
No Brasil foram encontradas pelo menos 150 espécies, sendo a maioria para fins ornamentais e outras 60 de frutos comestíveis. Em todas as regiões tropicais e subtropicais, em todo o mundo, as espécies catalogadas vão de 300 a 580 espécies. Sua origem é da América Tropical.

A planta é uma trepadeira. Além de comestível, ornamental, de crescimento rápido, com flores exóticas, de coloração roxa, a chamam de flor-da-paixão, flor da semana-santa, flor da tristeza, etc...
Esses adjetivos a faz uma flor muito citada em poesias. O poeta, ex-presidente, hoje presidente de senado, José Sarney, se referiu a ela, em metáfora, para mostrar a tristeza associada ao simbolismo do nordeste, ao que se refere a cor roxa e aos paramentos litúrgicos da semana-santa: "Vejo a cadeira em que meu avô sentava e me dizia: Esta tristeza será como as flores do maracujá".

Talvez pela sua associação com a semana-santa, o maracujá foi mandado de presente ao Papa Paulo V (1605-1621). Ele agradou tanto, que mandou cultivá-la com carinho, no Vaticano, dizem que chegou a divulgá-la como representante da "revelação divina", devido à beleza e a característica física de suas flores em ser relacionados com a "Paixão de Cristo". Foi devido a esse detalhe, segundo consta na literatura da planta, que surgiu a inspiração para o nome no gênero botânico, de "passio" - o equivalente à paixão e "flos oris" - a flor: flor-da-paixão!


Os pássaros adoram a fruta do maracujá. Na copa das árvores, na pousada, as araras jandaias, sanhaços, papagaios e maritacas fazem o seu banquete. 

Suas propriedades medicinais são bastante conhecidas, veja: é uma fonte de carboidratos; contém vitaminas A, C, do complexo B; rico em sais minerais como cálcio, fósforo e ferro, possui propriedades depurativas, sedativas, anti-inflamatórias, suas sementes atuam como vermífugos - agem como laxante suave, popular. Suas folhas são usadas no combate às inflamações cutâneas.

Dizem que o maracujá (azedo) age como oxidante, devido à sua acidez

Na pousada estamos plantando, em pequena escala, algumas espécies doces e ácidas. A região já há bastante tempo vem demonstrando sucesso no plantio. É uma planta de retorno rápido, menos de um ano. Não entendo por que? Uma fruta de fácil manuseio, boa produção, é relativamente de preço elevado, em relação a outras populares.
Na culinária oferece uma gama de criatividades, na Pousada usamos sua polpa em geléias, sorvetes, licores, doces, sucos, bombons, sagu, farofa, molhos, e em várias outras receitas criativas.

Nome científico: Passiflora edulis
Família: das passifloráceas
Origem: Brasil
Porte: trepadeira de até 5 metros de comprimento
Clima: tropical
Luminosidade: sol pleno
Regas: apenas enquanto a muda ainda estiver jovem, no florescimento e frutificação
Propagação: sementes, em qualquer época do ano
Plantio: uma ou duas plantas em covas que devem ter 40 centímetros de profundidade e 40 de diâmetro. Já o espaçamento ideal é de 3 metros entre as mudas
Solo: com pH em torno de 6
Adubação: 5 litros de esterco de curral bem curtido. 100 gramas de farinha de osso e 100 gramas de torta de mamona
Poda: de limpeza no período de entressafra
Frutificação: quase o ano inteiro, já no 1º ano após o plantio
Colheita: pode chegar a produzir 20 quilos por planta ao ano
Pragas e doenças: ácaros, lagartas, percevejos, mosca-das-frutas, nematóides, besouro-das-folhas e brocas, além disso as doenças: verrugose, bacteriose, murcha e podridão-do-pé

Referências bibliográficas
Revistas:
Revista Globo Rural, Manchete Rural, Agropecuária Estado de Minas, Natureza Frutífera / /  Livros: Fruticultura Brasileira - Pimentel Gomes. Emater/MG