É de origem do centro-sul do Brasil, apesar de apresentar tipos diferentes em diversas regiões do país. O porte da jabuticabeira é pequeno para o médio, de forma piramidal. É bastante esgalhado, em especial a do tipo Sabará.

Há uma variedade enorme desta fruta. Quem comprova é a Universidade Federal de Viçosa, que conseguiu catalogar pelo menos 12 espécies. Veja algumas delas:

  • As principais:

        Myciaria jaboticaba Berg: sabará, jabuticaba-murta;
        Myciaria cauliflora Berg: jabuticaba-paulista, jabuticaba-açu, jabuticaba-ponhema;
        Myciaria peruviana (Poir) var. truncifolia Mattos: jabuticaba-de-cabinho;
        Myciaria coronata Mattos: jabuticaba-coroada, olho-de-boi;
        Myciaria grandifolia Mattos: jabuticabatuba, jabuticaba-graúda;
        Myciaria aureana Mattos: jabuticaba-branca;
        Myciaria phitrantha Kiaersk: jabuticaba-costada, semelhante à branca, cor vinho;
        Myciaria alongata Mattos: jabuticaba-azeda.

Estas plantas são de origem subtropical, mas são perfeitamente adaptadas ao clima tropical, tolerando certos tipos de clima sujeitos a algumas geadas com pouca duração, como acontece no sul de Minas e sul do Brasil. Ela gosta mesmo é de solo rico em suprimento de água. Mas cuidado, o terreno não pode ser sempre encharcado.

A sua propagação tradicional é por muda adquirida através da semente. Veja sua técnica:

 

 

Nome científico: Myciaria cauliflora
Família: das mirtáceas
Origem: Brasil
Porte:
até 6 metros de altura
Clima:
no Brasil foi adaptada em todos os climas
Luminosidade:
sol pleno
Regas:
nos primeiros meses após o plantio, mas não suporta solo encharcado
Propagação:
por sementes, estaquia, enxertia, alporquia
Plantio:
em covas que devem ter 60 centímetros de profundidade e 60 de diâmetro. Já o espaçamento ideal é de 5 metros de distância entre as mudas
Solo:
prefere o arenoso-argiloso
Adubação:
10 litros de esterco de curral bem curtido, 200 gramas de farinha de osso e 200 gramas de torta de mamona
Poda:
de formação para deixar a copa com o formato de uma taça aberta
Frutificação: de setembro a dezembro, a partir do 6º ano, durante 30 a 50 anos
Colheita:
produção de cerca de 80 caixas de 40 litros por planta ao ano
Pragas e doenças:
pulgão-ceroso e ferrugem

 

A enxertia feita com cuidado, no entanto, pode alcançar resultados bastante significativos, até 75%. O resultado, no entanto, é um pouco mais lento. Mudas bem produzidas através de enxertia, estaquia, etc, que são bem cuidadas e assistidas poderão dar início à produção da fruta logo no quarto ano. Isto, é lógico, poucos frutos.

Como disse, bem cuidada e instalada, pode resultar numa produção substancial na produção. Para isso é necessário escolher um terreno bom de cultura, de fácil acesso à água para irrigação. Em terreno, assim, ela poderá crescer, o ano todo, com fartas ramagens, ocasionando as gemas floríferas, resultando em frutos maiores e de boa qualidade.

Um solo bem preparado através da aradura e gradagem bem feitos é o "mamá" para a produção, segundo o experiente cultivador dessa planta. Recomenda-se um espaçamento de 8 a 8 metros pois a árvore pode atingir de 10 a 12 metros, com um diâmetro de igual metragem, apesar de alguns a chamarem de arbusto. Talvez por estar na moda plantá-las com boa produção em vaso. Já se vê arbustos em coberturas de apartamentos. 
Devido a ser uma planta que tolera meia sombra. Nesse espaço, mesmo que suas copas se encontrem, não as prejudicam na sua produção.

Para a prepara das covas  o espaço mínimo é de 60x60x60 cm. Em solo de fertilidade média, é necessário aplicar pelo menos 15 kg de esterco por cova, com 200g de superfosfato ou farinha de osso, misturados à terra da superfície. O plantio deve ser feito, de preferência, com mudas enxertadas, para uma produção mais rápida. Deve se avolumar superficialmente no seu pé, uns 10 cm de terra acima do solo, fazendo um formato de bacia, para um reservatório de água que vai umedecendo a sua raiz e chegando mais a terra umedecida na sua raiz, evitando espaço vazio de terra. Também, pode-se colocar uma garrafa PET minando ao seu pé.

Vale a criatividade de cada um, principalmente aqueles terrenos mais desprovidos de água.

A capina é necessária, sempre até atingir 2m de altura. Depois, é possível ir relaxando um pouco, mas de uma maneira que o mato não sufoque a jabuticabeira. O regamento da planta já ficou claro! Às vezes compensa um irrigamento, pois ela não deve passar falta d'água. Se acontece, é fatal para o seu desenvolvimento. Mas atenção!!! O encharcamento, todavia, será prejudicial, poderá até apodrecer e matar suas raízes.

A poda, como em outras plantas frutíferas, é necessária, a da jabuticabeira ainda é divertida. Uns acham desnecessária, outros admitem que as mudas devem estarem formadas de modo a terem o tronco de 40 a 60 cm de altura, para daí esgalharem de forma simétrica, em copa aberta. Já as podas de frutificação, é necessária quando elas estão pedindo uma distribuição razoável dos quatro a seis ramos primários, à partir de 1,20 até 1,50 metros cada um, deverá resultar em dois para, mais ou menos 60 a 100cm acima, duplicar-se, e assim por diante. O importante é que galhos grandes e pequenos fiquem distantes cerca de 20 a 30 centímetros uns dos outros, pois todos precisam de um mínimo de espaços para produzirem um fruto sadio.

Para terem uma árvore de espaços confortáveis para colher as frutas deverá fazer a poda de limpeza-da-colheita. Será necessário que em três lados da árvore se abra um espaço maio, pelo menos 1,50 do solo, permitindo o auxílio de escadas, e penetre no centro da copa. É aconselhável, também que se desbaste um pouco os pequenos galhos da periferia para arejar e iluminar melhor a copa e o interior da árvore.

É recomendável aplicar nas jabuticabeiras em produção 30 a 50kg de um bom esterco curtido e adicionar mais ou menos 250kg por ano de vida da seguinte mistura química: 50 partes de sulfato de amônio, 50 partes de superfosfato e 20 partes de cloreto de potássio, incorporando tudo na área da coroa, especialmente na sombra da árvore.

Entre as pragas mais sérias está a mosca-das-frutas (Anastrepha mombinpreoptaus). Para seu controle, é necessário aplicar iscas envenenadas. Ela ataca menos a espécie da jabuticaba-sabará. A cochonilha da jabuticaba ou pulgão-ceroso (Capulinea  jabuticae) deve ser combatida com um fosforado enérgico à base de óleo, molhando bem as cochonilhas. Deve se repetir pelo menos de quinze em quinze dias até desaparecer a praga.
As formigas-cortadeiras também são outras que devem ser combatidas. A principal doença é a ferrugem da goiabeira (Tuccunia pridu), que ataca as frutas nos anos mais quentes e mais chuvosos, principalmente nas árvores muito densas. O controle pode ser feito através da pulverização, também quinzenal, logo após a florada, até deixar em paz as frutas.

A produção começa em setembro, isto quando as chuvas dão seu início, fora isso, sua produção é retardada. É uma produção dependente da chuva. Sua floração pode se dar em agosto ou setembro, isto se o pé já tiver uma idade de no mínimo 4 anos para os enxertados e um bem mais para as mudas comuns como a "sabará".

Da florada ao amadurecimento das frutas leva-se em torno de um mês, isto conforme falamos: vai depender de São Pedro mandar chuva.

A colheita é feita de maneira artesanal; cata-se uma a uma as frutas, isto se for para comercializá-las, com o intuito de chupá-las. Para o uso de processamento, pode ser feita derriçando-se. Depois é catada e posta nos cestos, ou derriçando diretamente de galho para a vasilha. Nunca deve usar vasilha de lata para não esfolarem os galhos. Se isso acontecer, o galho fica liso, podendo ficar aleijado e impossibilitado de produzir novamente neste lugar. O mesmo deve evitar subir de calçado que lise os galhos.

A jabuticaba-sabará é tida pela maioria dos plantadores a melhor das variedades e, a mais saboreada no comércio.
 

Muitos especialistas costumam dizer que tudo o que se pode fazer com a uva pode se fazer, também, com a jabuticaba, e eu lhes digo que se pode fazer mais ainda!

Exemplos: Sucos, vinhos, licores, pinga, geléias, doces (que se conservam por vários anos, sem o uso de conservantes), compotas, vinagre, bolos, bombons, biscoitos, sorvetes, molhos para frango, carnes vermelhas e massas, como macarrão, etc...

A análise de 100g de suco de jabuticabas, em especial a sabará, revelou a seguinte composição: sólidos solúveis - 14g Total de ácidos (base, ácido cítrico), 1,241g Relação (ratio) entre sólidos, solúveis e ácidos, 11,28g; total de açúcares, 10,87g (redutores 9,4g); (não redutores 1,47g); Vitamina C 117,5mg.

A fruta é rica em vitaminas do complexo B - B2 e B3

Referências bibliográficas
Revistas:
Revista Globo Rural, Manchete Rural, Agropecuária Estado de Minas, Natureza Frutífera / /  Livros: Fruticultura Brasileira - Pimentel Gomes. Emater/MG