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Esta palavra não tem no dicionário, mas
associei ao perceber as galinhas percorrerem de canto a canto o galinheiro.
Busquei no dicionário o que seria dromo: "lugar para correr" outra
palavra relativa do dicionário - Dromórnito - "Nome comum às aves que
não voam, mas correm". Então pensei em batizar o criatório das galinhas
de galinhódromo = lugar onde as aves vivem e se reproduzem as aves que não
voam mas correm. Certo! As galinhas caipiras e o galo índio/mestiço tem nos proporcionado um bom rendimento na postura. As alimentamos com resto de comida do restaurante, de frutas - como a polpa do maracujá, hortaliças e folhas triturados no fubá grosso e soja, trigo, feijão andú. Tudo isso é temperado, umedecido e servido. É um verdadeiro banquete. A postura aumenta, sua capa de gordura fica amena, a carne saborosa, fica com gosto de caça, além de ter uma carne firme - nem dura nem mole, com a coloração bonita e sem cheiro de frango que só se alimenta de ração. |
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O bom resultado da galinha caipira/francesa com o galo índio/mestiço (o puro índio não é aconselhável, pois briga muito) é que a dupla cidadania da uma nova raça mais forte, resistente ao clima e às doenças. Também com uma colaboração múltipla - um bloco desta terceira raça lembra ala de escola de samba, colorido. Com o rei do local, sente dificuldade na hora de fazer amor, ele às vezes deixa de lado e busca as binacionais. Por isso é bom observar quando for colocar os ovos para chocar: tem algumas galinhas do primeiro mundo que se não se ajeitarem com os galos caboclos seus ovos ficam "galados". Parece até brincadeira mais é a realidade. Aliás, é uma verdadeira terapia e ensinamento universal. Merecia até um estudo "antropomorfológico". São aves dóceis, não distancia de sua casa, suas fezes são excelentes adubos, o odor é menor e, talvez, pelo uso das fibras elas se esfarelem com maior facilidade e a terra adubada torna melhor a sua qualidade. Ah! ia me esquecendo, sua carne é polpuda, firme e fibrosa. |
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Um dia desses um hóspede, ouvindo meu
entusiasmo, disse: "Você está sendo preconceituoso com a galinha
caipira..." Não é! - É que o cruzamento ficou melhor. Unir a educação francesa com a
selvageria (no bom sentido) da nossa caipira. Nós brasileiros não somos
miscigenados? Então!? E nos dizem que as mulheres brasileiras são as mais
bonitas, as mais desejadas. O europeu que o diga!!! Lembro até de uma passagem,
comigo, quando estava estudando na Espanha. Como era o único terceiro mundista
da sala, os alemães, franceses e, principalmente os suíços diziam que quando
eu lhes pedia alguma informação: "Em troca você me dá uma
brasileira?" |
Outro detalhe importante é notado na galinha quando ela é só caipira francesa, não pode lhe oferecer resto de comida, somente ração e milho, enquanto aos filhotes franco-brasileiros (cruzamento Brasil/França) tenho dado todo tipo de alimento, até comida temperada com pimenta, uma experiência para botar. Me perguntaram: E a "murróida"? Não tive nenhum problema, elas devoram tudo. Encarnara, de verdade, a mestiçagem. Em uma das fotos veja a "saroba" como chamamos e foi descrita acima. Eles degustam com alegria. Já a típica francesa tem um certo pudor em alimentar-se no chão, beber água no poço, comer inseto, aliás, nem sabe que eles são alimentos das outras. |
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Este nome é de origem Tupi Guarani e foi dela a origem da palavra caipira. De acordo com a introdução do Livro Criação de Frango e Galinha Caipira, do Centro de Produções Técnicas da Universidade Federal de Viçosa: Quando as caravelas de Pedro Álvares Cabral chegou na então Ilha de Santa Cruz - hoje Brasil - traziam alguns bichos entre as galinhas. Os índios ficaram curiosos ao vê-las. Elas eram de raça pura, e logo foram incorporadas na cultura dos nativos: criados soltos, aprenderam a pastar, logo, incorporando-se à nova vida. Aos poucos, com interferências de outros povos que trouxeram outras galinhas, juntou-se às indígenas, resultando em novas raças. Assim surgem as caipiras brasileiras. |
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As caipiras francesas tradicionais são de fácil manejo, rústicas, boas de carne, produção em escala, pouca gordura. As de pescoço pelado são as mais criadas no Brasil. A carijó pesada é bonita de canela longa, boa de comercializar, boa de carne, adapta-se em postagem. A pesada vermelha tem rabo de coloração preta, peito avantajado, rústica e alimentação alternativa. A caipira negra tem as pernas pretas brilhosas, plumagens avermelhadas da cabeça ao pescoço bico e as patas pretas. É de médio porte, pesando, geralmente, 2,200 kg. Assim como as outras, produz 270 ovos/ano. |