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Esta é uma fruta de origem asiática que se adaptou
muito bem no Brasil. Assim como tantas outras. Ela rodou o mundo (veja matéria
de abertura em CULINÁRIA). Para se ter uma idéia do interesse dos grandes
fazedores de história não só de descobrir terras, mas também de intercambiar
condimentos, ervas, frutas, plantas de um modo geral; veja o exemplo da Amora:
Nasceu na terra de Ghandi, foi para o continente europeu no século XVII, depois
aportou no Brasil e talvez, quem sabe, pelas Américas. No Brasil, ela ficou restrita aos quintais
domésticos, não houve interesse em cultivá-la em alta escala, em
comercializá-la. Talvez por ser uma fruta sensível, de modo delicado em
conservá-la. Existe tipos diferentes, como também na coloração: a
vermelha, a branca e a negra. Quanto às espécies, encontramos diversas: em
Cocais cultivamos a vermelha, que cresce em qualquer lugar e nasce
espontaneamente. Existe outra conhecida por aqui como "amora silvestre" ou
"amora de barranco". |
A branca só é utilizado por passarinhos. Existe também uma
versão tipo trepadeira, da qual falaremos adiante. A mais doméstica é a
vermelha; uma árvore espaçosa com seus galhos, se deixá-la livre atinge uma
altura em torno de 10 metros de altura. Altura essa que dificulta a "panha", mas
vira um belo jardim para os passarinhos: é uma algazarra total, prazeroso de
assistir. Os próprios pássaros se encarregam de disseminar sua
proliferação. É uma fruta doce com pouca acidez, saborosa e
medicinal: ela é rica em vitamina A e C. Age como adstringente natural, alivia a
diarréia, cada 100 gramas contém 61 calorias. Muito usada popularmente como
repositor hormonal, mas atenção, o ministério adverte para não deixar de manter
contato com seu médico, acredito que deve ajudar: o chá de sua folha também é
usado. |
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Na minha terra, Ibiá, costumava dizer que a amora
era boa para o coração (no sentido do amor), e citava a rima a quem gostava de
amora: "vou contar pro seu pai que você namora". Hoje deparo com artigos
científicos, publicados pela Folha de São Paulo, dizendo que o suco de amora
ajuda a combater doenças do coração (no sentido saúde). É o popular antevendo o
científico... Interessante!
Segundo a matéria da "Folha", pesquisadores da
Universidade de Scranton, na Pensilvânia, EUA, tomar 3 copos de suco de amora ao
dia pode aumentar, de modo significativo, a taxa de colesterol bom no sangue,
ampliando com isso os níveis de antioxidantes, além de reduzir o risco de
doenças de um modo geral, do coração.
Apesar dos cientistas terem as comprovações no
laboratório, nenhuma pessoa foi relacionada, ainda. E as pesquisas não param por
aí, o professor Joe Winsor, desta
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universidade, acredita que além dos benefícios
para o coração, estudos anteriores tem comprovado que a amora pode ajudar a
prevenir infecção urinária, reduzir o risco de úlcera e câncer no estômago. Esse
estudo, segundo a Folha de São Paulo, tem financiamento do Cranberry
Institute.
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