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É uma fruta que bem poderia ser nativa do
Brasil, tem tudo a ver com as nossas nativas; se parece com a pitanga, embora
lembre a cereja européia. Propagou-se logo de sua chegada ao Brasil. Hoje se
tornou popular no mercado de polpas, deixando para traz outras frutas nativas
brasileiras, comercialmente. Seu cultivo é comum e fácil, de produção
satisfatória à partir do terceiro ano de seu plantio. É uma planta rústica,
resistente e tem se propagado com facilidade em várias partes do mundo. O interesse pela acerola teve início nos anos
40, quando descobriu-se suas propriedades medicinais, principalmente o alto teor
de vitamina C, o ácido ascórbico. A partir daí ela foi empregada no
tratamento da gripe, afecções pulmonares, controle de hemorragias nasais e
gengivais, auxiliando também no tratamento de doenças do fígado, aliviar
dores musculares e nas articulações, é bom para a irritabilidade, fadiga,
perda de apetite, cicatrizante...
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De modo geral, fortalece o organismo como um
todo e é eficiente no tratamento de anemia. É indicado na dieta de lactantes e
gestantes, crianças e adolescentes , desnutridos e convalescentes físicos.
Ufa!!! essa é uma fruta curandeira mesmo! Veja mais...
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| Ácido ascórbico,
proteínas, pró-vitamina A, sucrose, ácido I-málico, ácido
pantotênico, carboidratos, betacaroteno, dextrose, niacina, proteína,
riboflavina, sais minerais (cálcio, ferro, fósforo, magnésio,
potássio, sódio, tiamina e vitamina B6. Seu conteúdo em ácido
ascórbico (vitamina C) é mais elevado do que em frutas como laranja,
limão, abacaxi, araçá, kiwi e morango e menor que o camu-camu. |
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Em sua biografia consta ainda mais: é
adstringente, antianêmica, antiescorbútica, antiinflamatória, aperiente,
cicatrizante e nutritiva. Na Pousada plantamos uns 50 pés de acerola,
onde estamos fazendo um laboratório, ou seja, aprendendo a conviver com ela,
explorando sua potencialidade e descobrindo outras fontes. Sua polpa é carnuda,
às vezes amarela ou vermelha. Sua floração é de furta-cor, baseada nas cores
rosa, lilás e branca, em forma de mini-rosinhas. O néctar das flores é um bom
material de trabalho para abelhas na fabricação de mel, os pássaros, também,
são outros bons parceiros.
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| Família: das Malpighiáceas. |
| Origem: América
Central - Antilhas |
| Clima: Prefere
regiões mais quentes, com temperaturas em torno de 25 à 27ºC. |
| Solo: Desenvolve-se em
qualquer tipo de solo contendo fertilidade mediana. |
| Porte: Arbustivo,
podendo atingir até 3 metros de altura, com tronco se ramificando desde a
base. |
| Propagação: Semente,
estaquia e enxertia. |
| Preparo do solo: O
terreno deve ser arado e gradeado para que possa oferecer as condições
mínimas necessárias ao desenvolvimento inicial da planta. |
| Adubação: A
adubação só pode ser recomendada mediante análise do solo e análise
foliar. Os elementos químicos que mais limitam a produção são o N, K,
Ca. |
| Espaçamento: 4,0 x
4,0 metros ou 3,0 x 4,0 metros. |
| Covas de plantio: 40
ou 60 centímetros nas três dimensões. |
| Plantio: Na estação
chuvosa, podendo ser cultivado o ano todo. |
| Frutificação: 2 a 3
anos após o plantio. |
| Pragas: Pulgão,
bicudo e mosca-das-frutas. |
| Doenças: Cercospora
ou mancha-das-folhas, verrugose e antracnose. |
| Produção: Considerando-se
espaçamento 4,0 x 4,0 metros, com 625 plantas/ha, cultura irrigada, com 4
safras no ano, a produção pode chegar a 100 kg/planta/ano. |
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O plantio da acerola se dá bem em qualquer tipo
de solo, exige uma fertilização básica, mas bem drenada. Prefere locais mais
quentes e pode ser cultivada o ano todo. Por essas e outras, a acerola se tornou
uma planta quase obrigatória nos quintais, pomares e jardins brasileiros.
No Brasil a acerola teve um destaque a partir da
década de 90, quando divulgado o seu valor nutricional. Através dessa
divulgação o setor de agroindústria começa a se interessar e passa a
incentivar o plantio em alta escala. A produção foi tanta que causou uma baixa
no produto, provocando uma queda na expansão da plantação. O empresário
buscou na exportação a solução para escoar sua mercadoria. Houve resposta
positiva e hoje o Brasil é o maior produtor e consumidor do mundo. O Japão,
Europa e Estados Unidos são os grandes importadores. A aceroleira é de porte médio, em torno de 3
metros de altura, cultivada com a ajuda dos imigrantes, a planta produz várias
vezes ao ano. Dizem que se as técnicas recomendadas forem seguidas à risca, a
produção pode chegar a 100 quilos por planta ao ano, o que equivale a 62
toneladas por hectare.
Atenção, pesquisas já mostram que a acerola
tem sua capacidade de vitamina C diminuída à medida em que vai amadurecendo e
em determinada época do ano em que não é sua tradição o teor também é
menor.
Recentemente, a EMBRAPA/CE divulgou uma pesquisa
onde mostra 4 novos tipos de clones de acerola, que apresentam maior teor de
vitamina C e um aumento na capacidade produtiva com frutas mais carnudas e de
coloração mais acentuada (vermelho-púrpura forte), tudo isso com um custo
reduzido.
Da polpa pode se fazer sorvetes, sucos,
rocamboles, bolos, doces, molhos, licores, saladas, temperos, é só deixar a
criatividade viajar...
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. A Alemanha consome, anualmente, 40
litros per capita de sucos de acerola.
. É possível intercalar plantações de
uvas com pés de acerolas.
. No Pará, na Bahia, em Pernambuco e
São Paulo, já existem muitas plantações de acerola, intencionalmente,
visando o mercado externo.
. A fruta era guardada a
"chaves" em Porto Rico, até ser trazida às escondidas para o Brasil,
em 1956, por uma professora da Universidade Federal Rural de Pernambuco.
. A acerola é uma fruta que se encaixa
perfeitamente na tendência mundial de consumir o que é natural e saudável.
. A descoberta das potencialidades
medicinais da polpa da fruta mostrou que concentra aproximadamente 100 vezes
mais vitamina C do que a laranja e o limão, 20 vezes mais que a goiaba e 10
vezes mais que o caju e a amora.
. Os pesquisadores confirmam: 4 unidades
desta fruta por dia são o bastante para suprir as necessidades de vitamina C de
um adulto saudável.
. Já se encontram à venda comprimidos
de acerola
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Referências bibliográficas
Revistas: Revista Globo Rural, Manchete Rural, Agropecuária Estado de Minas,
Natureza Frutífera
/ / Livros: Fruticultura Brasileira - Pimentel Gomes. Emater/MG
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