| Bem tombado: Igreja de Nossa Senhora do
Rosário Localização: Largo do Rosário Data da construção: Século XVIII Autor do projeto: * Proprietário: Cúria Arquidiocesana de Mariana Tombamento: Processo nº 75-T, Inscrição nº 269, Livro Belas - Artes, fls. 46. Data: 08. IX. 1939 Finalidade atual: Culto religioso |
|
| Como muitas igrejas do Rosário esta foi construída por um grupo de negros forros e senhores mestiços, na época da mineração. Ignora-se porém qualquer informação com respeito a data de construção e quais os profissionais que dela participaram. Pela tradição local, contudo, foi a primeira matriz do local, anterior a de São João Batista. |
| Construída em madeira e taipa, esta igreja tem frontispício simples. Porta
central almofadada; acima: três janelas torneados. Luz com resplendor no alto do
frontão, e no centro deste, óculo envidraçado. O conjunto é enquadrado por duas
torres cobertas por telhados em pirâmides galbadas, encimada por coruchéus. O
interior é sinples. Altares laterais, em talha simples, sem ornamentação, sob a
invocação de São José e Nossa Senhora das Dores. O altar-mor e retábulo são mais
ricos e trabalhados, com dois nichos e imagens de santos negros: São Benedito e
Santa Efigênia. No forro da capela-mor há uma pintura, representando a coroação
da Senhora do Rosário. É de notar o antigo
tapa-vento.
Bibliografia: |
|
|
. |
|
Como muitas igrejas do Rosário, esta foi construída no século XVIII por um grupo de negros forros e senhores mestiços, na época da mineração. Ignora-se, porém, qualquer informação a respeito da data de construção e quais profissionais que dela participaram. |
|
. |
|
|
||
|
|
Depois de algum tempo fechada para reforma, a Igreja do Rosário foi entregue restaurada à comunidade da Vila de Cocais em 5/10/2003. Nesta ocasião, comemorou-se o dia da santa com a presença do arcebispo D. Luciano de Almeida, Pe. Nedson, Pe. Célio Dell'Amore, Pe. Valter, Diácono Apolinário, seminaristas de Mariana e entidades religiosas da região. Nas fotos mostramos a reabertura e o interior da igreja, o cortejo de Rosário, festeiros, congado e bandas. |
|
|
. |
||
| Bem tombado: Igreja de
Sant'Ana Localização: Largo de Sant'Ana Data da construção: Século XVIII Ator do projeto: * Proprietário: Cúria Arquidiocesana de Mariana Tombamento: Pocesso nº 75-T, Inscrição nº 268, Livro Belas-Artes, fls. 46. Data: 08. IX. 1939 Finalidade atual: Culto religioso |
| A igreja de Sant'Ana, no antigo Arraial de Cocais, foi construída na segunda metade do século XVIII, no período em que a prosperidade das minas fez que fossem construídas as igrejas não mais em taipa, mas em pedra e cal. Já no século XIX, o edifício tornou-se capela privativa do rico proprietário Feliciano Pinto Coelho, Barão de Cocais, que enriqueceu o monumento com seu poder econômico e prestígio. | |
| Paralelamente, na mesma localidade, a Igreja de Nossa Senhora do Rosário, administrada pela Ordem de ricos homens de cor, garimpeiros e faiscadores forros, era entretanto construída de taipa e madeira, e possuía altares muito rudimentares, de dourados singelos. A capela de Sant'Ana, em oposição, é notável pela riqueza de suas talhas e pituras. Durante muitos anos essa igreja foi a matriz do povoado. | |
|
|
|
| A construção em pedra e cal modifica-se na torre única central, edificada em taipa e madeira. Possui uma única nave e como anexo o compartimento da sacristia. Na fachada, a porta principal tem as ombreiras e a verga curva, com cimalha, esculpidas em pedra. A porta é entalhada e almofadada. Duas janelas rasgadas, ao nível do coro com guarda-corpos de madeira torneada. A cimalha é também de pedra, encurvada na parte central contornando um relógio. O frontão é ladeado por coruchéus e a torre é coberta por telhado em quatro águas em forma de pirâmide, sobre o qual ergue-se arremate em pirâmide, com a esfera armiliar e a cruz. O telhado da igreja é em duas águas. | |
| O interior é representativo das capelas ricas
construídas através do vale do rio Doce e a talha suntuosa é da melhor
qualidade. Como indício da construção mista (taipa e pedra), existe ancoragem
das paredes ao nível da cimalha e o arco cruzeiro, revestido de madeira encimado
por ornamentação de talha dourada. Os altares e retábulos laterais do cruzeiro
são de talha profusamente ornamentada, com figuras de anjos, pelicanos e ornato
fitomorfos, além de volutas barrocas. As imagens dos altares indicam as
devoções: Santa Efigênia, Santo Antônio. A capela-mor acusa a presença de taipa
e madeira, com o forro em tábuas, sem pintura decorativa. No altar-mor e
respectivo retábulo, igualmente ricos há belas imagens de São Joaquim e São
José, além do crucifixo. O frontal do altar é semelhante aos laterais, mas o
destaque da capela-mor deve ser dado á presença de decoração de estilo oriental
em pintura á imitação de laca vermelha e ouro, como se encontram na Matriz e na
Igreja do Ó em Sabará. Os balaústres grade de comunhão contam entre os mais
elaborados e mais ricos da região, e estão em excelente estado de conservação.
Os móveis, alfaias e objetos de prata desapareceram.
|
|
|
. |
|
O interior é simples. Os altares são em talhas, sendo a ornamentação, predominante elementos planos. Dois altares em talha, sob a invocação de São José e Nossa Senhora das Dores. O altar-mor é rico e trabalhado, possuindo dois nichos com as imagens de São Bendito Santa Efigênia. Dois púlpitos de madeira branca, com talhas simples. No forro da capela-mor, pintura da coroação de Nossa Senhora do Rosário em vermelhos vivos e azuis. O tapa-vento é bem antigo, contemporâneo da igreja. Localizada no Largo de Santana – distrito de Cocais – a construção da igreja de Santana é da segunda metade do século XVIII, quando começaram a aparecer em Minas Gerais, as igrejas de pedra e cal. Foi capela particular da família Furtado Leite (fundadores do distrito de Cocais) e da família Pinto Coelho, da qual descende o Barão de Cocais, José Feliciano Pinto Coelho da Cunha – deputado do império, governador de Minas, que se encontra sepultado no interior da igreja. Na decoração interna, destaca-se a rica talha dourada dos três altares. O período da madeira tem forte influência oriental de artesãos da colônia do século XX. Em 1921, passou por reformas e pintura. |
|
. |